{"id":6248,"date":"2012-08-22T14:04:36","date_gmt":"2012-08-22T19:04:36","guid":{"rendered":"http:\/\/smithjan.com\/blog\/?p=6248"},"modified":"2012-08-22T16:29:06","modified_gmt":"2012-08-22T21:29:06","slug":"nota-critica-do-fotografo-jan-smith-na-artinfo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/2012\/08\/22\/nota-critica-do-fotografo-jan-smith-na-artinfo-brasil\/","title":{"rendered":"Nota Cr\u00edtica do Fot\u00f3grafo Jan Smith na ArtInfo Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"fcbkbttn_buttons_block\" id=\"fcbkbttn_left\"><div class=\"fcbkbttn_button\">\n                            <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/\" target=\"_blank\">\n                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-content\/plugins\/facebook-button-plugin\/images\/standard-facebook-ico.png\" alt=\"Fb-Button\" \/>\n                            <\/a>\n                        <\/div><div class=\"fcbkbttn_like \"><fb:like href=\"https:\/\/smithjan.com\/blog\/2012\/08\/22\/nota-critica-do-fotografo-jan-smith-na-artinfo-brasil\/\" action=\"like\" colorscheme=\"light\" layout=\"standard\"  width=\"225px\" size=\"small\"><\/fb:like><\/div><\/div><h1>ArtInfo Brasil &#8211; Resenha da Obra <em>Tours de C\u00e9sio<\/em>\u00a0de Jan Smith<\/h1>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/downloads\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/ArtInfo.jpg');\"  href=\"http:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/ArtInfo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6250\" title=\"ArtInfo\" src=\"http:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/ArtInfo.jpg\" alt=\"\" width=\"829\" height=\"728\" srcset=\"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/ArtInfo.jpg 829w, https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/ArtInfo-300x263.jpg 300w, https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/ArtInfo-341x300.jpg 341w\" sizes=\"(max-width: 829px) 100vw, 829px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A jornalista e cr\u00edtica F\u00e1tima Gigliotti, escreve sobre meu trabalho na <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/br.artinfo.com\/news\/story\/820148\/a-fotografia-do-abandono-de-jan-smith');\"  href=\"http:\/\/br.artinfo.com\/news\/story\/820148\/a-fotografia-do-abandono-de-jan-smith\">ArtInfo<\/a>, um dos maiores sites internacionais sobre arte.<\/p>\n<p>\u201cNo trabalho do fot\u00f3grafo mexicano Jan Smith na exposi\u00e7\u00e3o Tours de C\u00e9sio h\u00e1 uma aura de quase impossibilidade\u2026. como \u00e9 poss\u00edvel encontrar beleza no completo abandono?&#8221;<\/p>\n<p>Pode ler a resenha original na <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/br.artinfo.com\/news\/story\/820148\/a-fotografia-do-abandono-de-jan-smith');\"  href=\"http:\/\/br.artinfo.com\/news\/story\/820148\/a-fotografia-do-abandono-de-jan-smith\">ArtInfo<\/a>,\u00a0o conferir depois de pulo de p\u00e1gina.<\/p>\n<h2><!--more-->A fotografia do abandono de Jan Smith &#8211;\u00a0<em>por<\/em> F\u00e1tima Gigliotti<\/h2>\n<p>Cortesia : BLOUIN ARTINFO BRASIL\u00a0Publicado: 20 Agosto 2012<\/p>\n<p>No trabalho do fot\u00f3grafo mexicano <a href=\"http:\/\/smithjan.com\/blog\/\">Jan Smith<\/a> na exposi\u00e7\u00e3o <em>Tours de C\u00e9sio <\/em>h\u00e1 uma aura de quase impossibilidade. Primeiro, porque para fazer as imagens das zonas evacuadas em raz\u00e3o dos acidentes nucleares de Chernoyl e Fukushima, ele correu riscos em v\u00e1rios sentidos, da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de entrar nos locais abandonados. Depois, porque ao entrar na <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.galeriaeduardohfernandes.com');\"  href=\"http:\/\/www.galeriaeduardohfernandes.com\">Galeria Eduardo Fernandes<\/a>, em S\u00e3o Paulo, a primeira impress\u00e3o \u00e9 de que as imagens e os tr\u00edpticos minimalistas, expostos na sala de entrada e no corredor, n\u00e3o podem conter tantas hist\u00f3rias interrompidas e tantos sentidos n\u00e3o realizados, em suspenso. E ainda mais uma vez, quando as fotografias pegam o visitante de surpresa \u2013 como \u00e9 poss\u00edvel encontrar beleza no completo abandono?<\/p>\n<p>Construir essa possibilidade \u00e9 o desafio de Jan Smith, que \u00e9 fot\u00f3grafo autodidata \u2013 formado em Administra\u00e7\u00e3o, depois de 15 anos como executivo, ele transformou o hobby de fotografar em profiss\u00e3o. \u201cAgora, eu documento e crio imagin\u00e1rios em lugares long\u00ednquos e afastados. Eu gosto do obscuro e do esquecido. Esses espa\u00e7os foram historicamente significativos, mas s\u00e3o rapidamente esquecidos, com frequ\u00eancia, e tamb\u00e9m rapidamente abandonados da mem\u00f3ria social contempor\u00e2nea. Eles s\u00e3o ru\u00ednas modernas da nossa \u00e9poca\u201d, diz Smith. Veja mais fotos da exposi\u00e7\u00e3o, e suas hist\u00f3rias, no <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/br.artinfo.com\/photo-galleries\/exposi%C3%A7%C3%A3o-tours-de-c%C3%A9sio-de-jan-smith');\"  href=\"http:\/\/br.artinfo.com\/photo-galleries\/exposi%C3%A7%C3%A3o-tours-de-c%C3%A9sio-de-jan-smith\"><strong>slideshow<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>As imagens de <em>Tours de C\u00e9sio<\/em> foram selecionadas para a XV Bienal de Fotografia do M\u00e9xico, e a vers\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 a integral, com as fotografias tiradas em Pripyat, na Ucr\u00e2nia, e no Jap\u00e3o. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um estudo visual das \u00e1reas radioativas e abandonadas pr\u00f3ximas \u00e0s usinas nucleares de Chernobyl, 25 anos depois do acidente, e em Fukushima, um ano ap\u00f3s o tsunami. A radia\u00e7\u00e3o \u00e9 invis\u00edvel, mas a fotografia pode se lan\u00e7ar ao desafio de retratar a desola\u00e7\u00e3o e o abandono, a aridez da intimidade dos espa\u00e7os pessoais, suspensos no tempo e no espa\u00e7o. E, ao faz\u00ea-lo, talvez denunciar o perigo latente que o uso da energia nuclear representa, principalmente nas usinas constru\u00eddas pr\u00f3ximas a centros urbanos.<\/p>\n<p>O fot\u00f3grafo Jan Smith disse estar um pouco em desacordo com o jeito com que a m\u00eddia tem tratado esse tema tradicionalmente. \u201cAcho escandaloso, acho que cria muito medo, embora sempre deva ser feita a cobertura de eventos como esse, mas eu acredito em uma perspectiva mais sentimental, ou melanc\u00f3lica, por isso utilizo nas fotos exposi\u00e7\u00e3o mais longa, iso (sensibilidade da c\u00e2mera em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 luz) mais baixo, d\u00e1 mais claridade para as imagens\u201d. Para este trabalho, ele entrevistou ex-moradores da regi\u00e3o, tanto na Ucr\u00e2nia como no Jap\u00e3o, para saber mais detalhes dos lugares e pr\u00e9dios que fotografou, e conhecer tamb\u00e9m as hist\u00f3rias deles e das pessoas que moravam nas cidades condenadas, e \u00e9 como se a tristeza delas impregnasse as imagens \u2013 ou como se Smith conseguisse fotografar a melancolia daquilo que poderia ter sido.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de tr\u00edpticos de fotografias favorece essa rela\u00e7\u00e3o afetiva com as imagens, mas foi uma refer\u00eancia e rever\u00eancia de Smith ao cl\u00e1ssico haicai japon\u00eas, poemas de tr\u00eas linhas compostos com rigor m\u00e9trico, e em geral com temas ligados \u00e0 natureza. A forma, sem d\u00favida, na combina\u00e7\u00e3o cuidadosamente escolhida das imagens, como se fosse mesmo um poema fotogr\u00e1fico, refor\u00e7ou o lirismo das imagens.<\/p>\n<p>Dentre os tr\u00edpticos de Pripyat, por exemplo, est\u00e3o as vistas do Kinoteatre Prometeu, o primeiro cinema da cidade, com capacidade para 500 pessoas. Na entrada est\u00e1 uma est\u00e1tua de Prometeu recebendo a d\u00e1diva do fogo. O piso radioativo foi arrancado, retirado e enterrado, mas a est\u00e1tua foi preservada, e faz parte de um memorial em frente ao Reator N\u00ba 4. \u201cVoc\u00ea conhece a lenda grega de Prometeu? Pois esta foi uma maneira ir\u00f4nica de predizer que nossos f\u00edgados seriam picados, disse um ex-morador, Max, ao fot\u00f3grafo. Os ex-moradores de Pripyat, cidade-modelo constru\u00edda em 1970 para receber os trabalhadores da usina nuclear de Chernobyl, criaram uma <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/pripyat.com\/en');\"  href=\"http:\/\/pripyat.com\/en\">associa\u00e7\u00e3o<\/a> com o prop\u00f3sito de transformar Pripyat em cidade-museu.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, na cidade de Minamisoma, parcialmente destru\u00edda pelo tsunami, o raio de evacua\u00e7\u00e3o radioativo dos 20 km corta a cidade pela metade, passa no meio de casas e de estabelecimentos comerciais \u2013 que ficam assim meio abertos e meio fechados. J\u00e1 \u00e9 raro ver mulheres e crian\u00e7as na parte liberada, e os escombros do per\u00edmetro evacuado servem de esconderijo para quem quer entrar na zona evacuada. \u201cEles fecharam esta zona, n\u00e3o por causa da radia\u00e7\u00e3o, mas porque havia muitos roubos. \u00c0 noite, voc\u00ea via sombras, como baratas saindo e invadindo as ruas, e de manh\u00e3, muitas coisas estavam faltando\u201d, contou ao fot\u00f3grafo a Sra. Hoshi, ex-moradora da cidade.<\/p>\n<p>Saques assim tamb\u00e9m aconteceram em Pripyat, e um dos tr\u00edpticos mais l\u00edricos da exposi\u00e7\u00e3o de Jan Smith \u00e9 o que registra os pianos abandonados \u2013 que foram deixados pelos saqueadores s\u00f3 porque eram muito pesados para carregar, batizado de Mascotes Abandonadas e Cidade dos Pianos. Como o comunicado de evacua\u00e7\u00e3o dizia que ela seria apenas tempor\u00e1ria, os moradores deixaram carros, motos e at\u00e9 animais de estima\u00e7\u00e3o nas casas \u2013 que acabaram fossilizados de uma maneira estranha, pela a\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o e do tempo.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, na \u00e1rea de evacua\u00e7\u00e3o de 20 quil\u00f4metros est\u00e1 proibida a entrada de pessoas, mas mesmo assim Smith conseguiu fazer suas imagens, viajando por estradas vicinais pouco conhecidas, dicas dos ex-moradores. O fot\u00f3grafo n\u00e3o tem medo de se aventurar em \u00e1reas condenadas. \u201cQuando eu estava em Chernobyl fazendo as imagens nos 25 anos do desastre nuclear, aconteceu o tsunami e Fukushima, e eu quis fazer imagens tamb\u00e9m de um ano do acidente. Os efeitos de radia\u00e7\u00e3o s\u00e3o cumulativos, dependem de quanto tempo se passa na \u00e1rea, para os adultos, mas o tempo que eu fico exposto, algumas semanas, n\u00e3o representa muito risco\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p><em>Tours de C\u00e9sio<\/em><\/p>\n<p>Galeria Eduardo Fernandes<\/p>\n<p>Rua Harmonia 145\u2028, Vila Madalena, \u2028S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Telefone: (11) 3812-3894 \/3032-6380<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: ter\u00e7a \u00e0 sexta, das 10h \u00e0s 19h; s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 18h. Gr\u00e1tis.<\/p>\n<p>At\u00e9 25\/8<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ArtInfo Brasil &#8211; Resenha da Obra Tours de C\u00e9sio\u00a0de Jan Smith A jornalista e cr\u00edtica F\u00e1tima Gigliotti, escreve sobre meu trabalho na ArtInfo, um dos maiores sites internacionais sobre arte. \u201cNo trabalho do fot\u00f3grafo mexicano Jan Smith na exposi\u00e7\u00e3o Tours de C\u00e9sio h\u00e1 uma aura de quase impossibilidade\u2026. como \u00e9 poss\u00edvel encontrar beleza no completo &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/smithjan.com\/blog\/2012\/08\/22\/nota-critica-do-fotografo-jan-smith-na-artinfo-brasil\/\" class=\"read-more\">Read More<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Nota Cr\u00edtica do Fot\u00f3grafo Jan Smith na ArtInfo Brasil&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[96],"tags":[1051,1050,185,1052,492,119,49,497],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6248"}],"collection":[{"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6248"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6248\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6264,"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6248\/revisions\/6264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/smithjan.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<!-- WP Super Cache is installed but broken. 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